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…El Proyecto de la Cocina del Infierno..

In Música, Pensamentos, Pessoa, Vida on abril 14, 2009 at 12:06 pm

Como começar essa trajetória escrita, da THKP?! Malk e Buddha já escreveram sobre, enquanto eu “preso” nas minhas fantasias musicais da cozinha. 😛

Enfim, agora vou falar um cadim da minha visão sobre a Hells, desde o ínicio até agora. Dia 13 de Abril de 2009.

Acho que o começo se resume a vontade. É tb creditado a todo um universo que construímos anteriormente ao nosso produto final: música.

O primeiro contato musical-prático de nós três foi na Vowels, no tempo com os três já exercendo a função que nos segue até hoje: Voz, Baixo e Bateria. Junto com Fred na guitarra e Guy no violino. Fizemos 3 shows em 2005. E uma luta sem pausa para que não houvesse tantos covers e mais música própria. #Fail. Depois de mais de um ano de banda, só uma música própria e uns 12 covers. A consequência disso foi a separação da banda pois não estavam suprindo uma realização de cada um, ou com estilo dos covers ou com a vontade de criar. A minha primeira banda, tosca pagarai, era de música própria. Acostumei desde cedo a fazer e querer criar, aliás, trabalhar pq só tenho a técnica vocal até então no meu currículo. Mas sempre quis buscar uma identidade e não usar a dos outros.

Em Outubro de 2006(ano arregaçado de ruim), me vejo com buddha num desses bares espalhados pela savassi. A procura por algo para ocupar mais nosso tempo, uma distração, e veio quando o Buddha disse: “E se a gente fizesse uma banda, só eu, vc e o Malk?” E eu disse:” E a guitarra?” Ele não só afirmou, como decidido disse: “Sem guitarra! Só nós três.” E eu pensei: “Doido!”. Claro meio assim né?! O que será que vai dar?! Mas lembro que naquele momento uma das coisas que eu mais ouvia era Yeah Yeah Yeahs, já que iria no show no mesmo mês. Acreditei. Achei de verdade bacanudo, diferente, estranho e inusitado. Ligamos pro Malk de lá mesmo, ele topou meio:”É vamo v o que sai..”. A partir dali eu e buddha pensamos nos primeiros conceitos, desde fazer Eps por tema, como pegar um filme e fazer música inspirado nele à até estilos musicais diversificados. O nome The Hell’s Kitchen Project, tb veio deste encontro. A “Cozinha do inferno” surgiu devido ao baixo + bateria, mas não foi um nome que dei, lembro do Buddha tendo essa idéia. Aprovei. E tomei mais um gole de cerveja 🙂

Com isso, em uma semana, já tínhamos a arte de wallpapers, nome e logo. Primeiro ensaio? Na casa do Malk, como de costume, até hoje. Foi estranho. Diferente demais, sem referência alguma. Mas gravamos tudo, temos até hoje gravado o primeiro ensaio. Medonho. Depois de um tempinho fora dos estúdios devido a uma molecagem minha de fim de semana, na qual rompi os ligamos do tornozelo esquerdo, voltamos em dezembro para o segundo ensaio da Hell’s Kitchen. Para a nossa surpresa, descobrimos que tínhamos química.

Em 4 ensaios, pós-rompimento de ligamento, concluímos três músicas: NOVA(a primeira música feita), Ferris Wheel(segunda música feita, que na verdade se chamava NOVA, mas por termos resgatado letras feitas no tempo da Vowels, se chamou Ferris Wheel por conta que a letra casou certinho) e Nouvelle Vague(por muito tempo sendo a nossa menina dos olhos, a música que faria as mulheres pirarem. Para mim enxergo nela simplesmente um quarto com uma luz baixa, uma mastro e uma stripper, fazendo suas gracinhas no rítmo da música). Daí, veio o primeiro desafio: uma tal de Funka. Hoje, Unbalance. Foi mais de um mês para finalizar ela com letra.

Aí sim! Temos música 🙂 Quatro na verdade. Em 2007, arriscamos tocar a primeira vez em um churrasco onde o público gostava de Black Sabbath. Legal neh? Uma banda sem guitarra e nem sinal de Ozzy Osbourne. Seguindo os meses fizemos o primeiro show no Matriz, com 6 músicas. Vieram a Loft(que para nossa surpresa, as mulheres gostam muito! Ela é bem, “lounge”) e uma intro, chamada hoje de Nuñez(presente nosso para nosso amigo Diego, tb conhecido na praça como Raziel Nuñez. Guy daqui a pouco faremos uma intro com teu nome). O show foi bacana, uma experimentação pra nós pq não imaginávamos como seria fora do pequeno estúdio do nosso tb amigo Daniel Silveira, onde tb era testado nosso som, uma vez e outra.

Fomos aos poucos ganhando forma, não só no palco, mas tb fora, com a parte gráfica feita pelo Buddha. Aos poucos fui ouvindo algo que eu achava que não iria ouvir jamais, Malk e Buddha acreditavam na coisa, sem escorregar hora nenhuma nas palavras. O projeto foi ganhando mais foco, ficando muito mais definitivo para cada um de nós, mesmo com problemas externos. Não só tendo cara mas tb produto: música.

2007 foi para testar o projeto. A banda. Cada um. Serviu para descobrir até bandas irmãs, sons que poderiam ser influência, estilos que poderiam ser incorporados na cozinha. Com um repertório maior, desta vez além de Nova, Ferris, Loft, Nouvelle, Nuñez e Unbalance, entraram na turma Stopped e Shake Slow(completamente uma oposta da outra). Além da intro: Fasten Yr Seat Belts, já tocada a rodo nos shows antes de Ferris.

Acredito que a Hell’s da o seu improve no som de 5 em 5 músicas. Foi assim com Loft( 5ª música do repertório) e foi com a décima música: Threat Detected. Nome que dei a ela devido a um anti-virus que insistia em mostrar uma ameaça de virus no computador do prof. da pós-graduação. O ano de 2007 terminou com a gente fazendo shows não só na Matriz mas tb na Obra. Onde hoje tb chamamos de casa. Neste momento é engraçado lembrar do nosso medo de tocar la a primeira vez.

Ano seguinte, 2008, entrou e o objetivo era ser visto. Que a maioria das pessoas em Belo Horizonte, Brasil e mundo nos enxergassem.

Começamos com um show duplo em fevereiro. Obra e Matriz. O show da Obra foi importante para nos soltarmos ainda mais no palco. Lá era um lugar mais difícil.

Crescemos mais como pessoa, como banda. Trabalhamos ainda mais a questão do conceito, a unidade e capacidade de cada um, não só musicalmente falando.

Tocamos no nosso primeiro festival: BH Indie. Tivemos duas datas. Foi fabuloso para nós tocarmos. Eu particularmente sempre quis tocar em festivais, o Malk e Buddha sabem, antes do show a nossa micro-reunião em cima do palco para agradecer sempre de estarmos juntos, seguindo e matando mais um leão por dia, não deixo de mentir né “One Day as a Lion”(piada interna / música nova)?

Gravamos nosso Ep no Studio Nafta, aliás, tão sonhado EP, que falávamos no início de 2007. Com 7 Músicas: Nova, Ferris, Nouvelle, Unbalance, Loft, Threat Detected e a recente: Art Nouveau(te amo! :p).

Com o Ep, conseguimos divulgar nosso som com mais calma e força, tirando aquele som sujo da câmera digital e apresentando ao público um som mais limpo, sem perder nossa característica e ainda se surpreendendo como o caso de NOVA que antes não era tão percebida ou escutada e hoje faz seu estrago 😛

A divulgação foi maior, sem medo, com mais propostas, sempre ligado a internet e contatos pessoais. Eu levo sempre aos eventos undergrounds ou não de Belo Horizonte a Hell’s Kitchen, me apresentando e contando o que é a Hells, com orgulho e certeza. Não é só internet tem espalhado nossa cara, nossa identidade, nossas cores e sons. Sei também que Buddha e Malk fazem seu trabalho. Aliás, quanto tempo já fiquei mostrando minha banda pro mundo que passa aqui no meu trabalho?

Em 2008 além de Londres conhecer, foi a vez de uma carga ótima de shows seguidos no segundo semestre, que possibilitou uma visibilidade ainda maior. Vide shows no Cineclube Savassi, onde o ambiente é muito confortável com nosso som. Tendo seus momentos de explosão e intimidade.

Este ano, 2009, mal chegou e em janeiro estávamos na seletiva para o Grito Rock, fizemos um show muito legal no Matriz, quebrando todos os tabus nossos no palco. Me lembro de não ter medo de aprontar muito la em cima. Mas infelizmente ficamos de fora. Falei com o Buddha e Malk: “Olha vou fazer esse show pro Coletivo Fórceps”(Para mostrar e a Hells e tb impressionar, de alguma forma, fiz o mesmo com o Coletivo Pegada). Eu sei lá por que tenho essa coisa de definir o público alvo antes do show sendo uma pessoa ou não. Mas não quer dizer que não faço o show para o público presente. Claro que sim! Eu sinto que preciso me focar em alguém ou um grupo para me libertar mais no palco. Só isso.

O Grito Rock não veio, mas o Conexão Vivo bateu a nossa porta e com muita gentileza e alegria, deixamos o evento entrar. Fizemos a etapa de Governador Valadares em março deste ano. Um presente! 🙂 Divino! Para a nossa surpresa, depois de uma ação promocional com divulgação de bubbles pela cidade e dos votos para a Hells entrar no Conexão Vivo em Belo Horizonte, fomos selecionados, de novo por curadoria(em GV tb foi), para tocar na nossa casa, para um público novo ou não. Mas não foi atoa que as lagrimas caíram. Ficamos felizes demais. Estamos, na verdade. A expectativa é grande, assim como a vontade de nos apresentar mais e mais vezes em eventos do porte ou em casas de shows meio escondidas pelo Brasil e mundo.

Estamos no Conexão Vivo!!!! :))))))

Ufa! Último parágrafo.

Eu me peguei um dia, vendo um dvd de show do Coldplay e parecia que eu já havia decidido o que faria na minha vida, devido a pressão do mundo(leia Brasil) que insiste em dizer que a arte é um hobby. No entanto neste dvd começou uma música e nos estouros de luzes e notas músicas, soltei assim querer: “Ainda vou ser músico”. Eu estava em uma fase que nem banda tinha, mas sabia que poderia acontecer ainda. Então eu gostaria de dedicar este parágrafo a todos (também) “responsáveis” por a gente ter chegado, por enquanto, até aqui. Eu acredito que ainda virá muita coisa, cada um quer algo: eu almejei algo mais “light” o falecido Tim Festival, o Malk quer rodar o mundo e Buddha já quer Glastonbury. Vai acontecer? Calma, a gente vai ter que caminhar muito, correr, fazer música, arte e viver. Mas dedico a todos que estão conosco nesta jornada: amigos, irmãos e irmãs, mães e pais, bandas, namoradas, colegas de trampo ou de bar, as casas de show, produções e apoio a música independente, que hoje é o que chama atenção. Também dedico aos caras fodaaassoss que criaram lá nas antiga o baixo, a bateria e o microfone (Cs são duca)! Agradeço demais a todo o apoio que eu tenho, teve gente que já me viu chorar por conta de banda, e por falar em banda, te agradeço The Hell’s Kitchen Project por cada dia, desde o dia 10 de Outubro de 2006, por me fazer acreditar que posso ainda alcançar o que almejo e realizar meu sonho(aliás, nossos). Não deixo nunca de beijar seu nome em um dos cartazes que tenho no meu quarto, mostrando o que sinto, já que “o amor é grande e cabe no breve espaço de beijar..”

Com todo respeito a nosso conceito, a esse universo que criamos e ainda está em desenvolvimento para atingir positivamente o mundo,

Eskerrik Asko(muito obrigado em basco)

Semper Fidelis,

Jon

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Tic-Tac

In Pensamentos, Pessoa, Vida on fevereiro 26, 2009 at 2:58 pm

-Cansado?
– Um pouco.
– Muito?
– As vezes até demais. Depois de algum tempo lutando para quebrar algumas regras, feitas até por mim. Quando tento arriscar quebra-las, acaba que sou censurado. Me sinto ainda mais preso.

Ora decepcionado. Ora chateado. Ora com raiva.

O bom de não estar presente com a pessoa em uma situação dessa é que vc pode xingar a vontade, gritar, obrigar a dor ir embora, simplesmente andando por aí.  Nessas ruas tão sinuosas, acaba que se procura uma bifurcação ou alguma tangente, pra seguir um caminho mais fácil, sem bater no muro, claro. 

Algumas palavras são extremamente de deleite. De uma maneira única de um olhar muito expressivo e certo de que aquela é a pessoa. E de querer estar ao seu lado, infelizmente não podendo, mas tendo todo tempo do mundo pra ela.

Vide a música Home, do Foo Fighters:

“wish i were with you i couldn’t stay
every direction leads me away
pray for tomorrow, but for today
all i want, is to be home”

e dói.

Echoes, Silence, Patience and Grace.

É um termo que uso pra descrever os diferentes modos que enxergo minhas filhas.

 Uma pessoa que anda por aí com sotaque basco-vicking diz que são as etapas que ainda transpasso pra conseguir ficar com quem considero e respeito.

Entre essas roads e streets, fui me obrigando a dizer adeus. Deixar, de novo, ou talvez pela primeira vez, essa dor ir embora, ou até mesmo ela.  Acho que a decepção de “errar” te derruba. “Errar” que digo, é sob o olhar do outro, não do seu. Você “errou”, mas não para vc.
Quando é carinho que vc está dando não está “errando”, mas ele(carinho) se perde aos poucos pelos seus dedos enquanto vc respira fundo, não por que “errou” mas pq este amor foi rejeitado. 

Lembro que Carlos Drummond de Andrade escreveu em um poema que  “o amor cabe no breve espaço de beijar”.  Para mim é uma das frases mais genais que já li. Como o amor tb cabe em cada gesto, como dedos entreçados, olhares, ficar simplesmente quieto ao lado de seu eterno amor.

Sentir a música e compartilhar cada segundo, batida, melodia, voz com ela
Como assistir um filme, e comentar sorrindo de acordo com as semelhanças de ambos, ou até se enxergar no outro lado da tela…que é algo simples.

Eu, caí de novo.

Resolvi tirar de dentro de mim um pouco do mal disso tudo.

Lembro que eu disse:

Vai embora. Umas 40 vezes.

Com a voz miúda…mas também certo do que eu fazia.

Não sei se escutou…

…Promise not to say another word.
Nevermind whats done is done.
I always was a lucky one(?)…

Enquanto isso, o tic-tac de Still, vai deixando o tempo passar.

…ora para chegar, ora para partir…

Jon.

Trilha Sonora: Foo Fighters – Still

2009.

In Pensamentos, Pessoa, Vida on janeiro 25, 2009 at 11:02 am

O último post sobre uma reflexão geral sobre minha vida foi em 2008 e nem lembro. Na verdade estou com preguiça de procurar. Acho que foi sobre sonho.

Sonhos.

Digo então um Olá aos sonhos. Aqueles que tanto tenho com os olhos fechados e tanto tenho com os olhos abertos. Para aqueles que tenho envolto de gente e para aqueles que tenho ouvindo minhas músicas nada convencionais. Ou somente, nada exatamente novo, tipo de 2000 a 2006(?!). Por que poucas são aquelas que me fazem SENTIR, vindas desta nova safra de 2007 e 2008. Não chego a gostar daquelas músicas tipo Whisky ou Vinho. Aliás, gosto mesmo é de cerveja!

Acho que músicas que me fizeram refletir e concluir boas coisas, foram aquelas feita sem guitarra. Por mais que sejam, intimistas, são ótimas para dançar sob várias luzes em uma casa noturna.

Meu 2008, teve sim altos e baixos, como o de qualquer pessoa. Não namorei, mas tive um caso de duas horas e 10 minutos em um local fechado, isolado, porém cheio de gente com uma garota. No ano, foquei em mim, mas não desde o primeirmomento de 2008. Mais precisamente em abril comecei a focar. A entender o que é se cuidar. De certa forma, cuidei. Mas estou com uns quilos a mais, melhor dizendo, gorduras.

2008. Ano que tb não deixei de pensar ou correr atrás, mesmo que calado, do que meu coração quer. Progressos? Sim. Aberturas? Também. Novidades? Oh yeah!

Um ano que não posso muito reclamar:

. Fiz duas viagens: uma internacional e outra nacional.

. Vi dois shows internacionais: Muse e The Mars Volta.

. Vivi um cado longe daqui, o que é sempre melhor. Experiência.

. Ganhei mais confiança profissional e musicalmente falando 😛

. Tive um ano bacana com minha banda.

. Tinha o equilibrio certo entre banda e amigos.

2009

A muito tempo não me despertava uma vontade louca de planejamento. Após 2006, cortei essa palavra do meu vocabulário e do meu dia a dia. Me organizava mas sendo imediatista. Agora tenho planos a longo prazo. Não só com a banda, mas também comigo, com minha pessoa, com meu sentimento, pensamento, vontade.

Mudança é a palavra de ordem, não só comigo, digo espiritualmente, fisicamente, emocionalmente, mas também em ciclos sociais, ciclos de amizade, ciclos de amores. Uma vontade, já que passa da hora, de sair de casa. Uma vontade de dirigir por aí, e uma vontade de sentir melhor, comigo.  Preciso de um espaço que a dois, ou melhor três anos atrás eu me neguei a ter. Hoje já estou reivindicando, e procurando compreender essa ânsia de um reconhecimento com o próximo.

Dar espaços, identifica-los, já um dia fechados por mim, e tirar aquela cômoda que coloquei ali meio que sem querer, a mando do meu medo, leia-se:  sistema de defesa.

Preciso e busco novidades. Busco dentro de mim um lugar aonde possa semear essa novidade, já que não sinto a vontade com o que me cerca. As vezes penso, sou eu que estou errado? ou obsoleto(?). Ou são eles que já estão ultrapassados, velhos?

Sou eu que quero mais? ou sou eu que não posso concorrer com essas ferramentas digitais?

Ainda descubro. Mas já identifiquei que não é exatamente com quem ou que  pretendo seguir este ano. Ainda quero dar chances mil, tirando as cômodas dos lugares.

E deixar a velha vida, ir dando as chances que preciso, ou melhor oportunidades…onde meus sonhos já foram tanto realizados, mesmo que eu só perceba depois.

Seja Bem-Vindo, novo ano.

Agora, o que eu vou fazer com cada minuto de 2009?

.Trilhas deste post:

_Dave Matthews Band_Last Stop

_Sigur Rós_Glosoli

_Cordel do Fogo Encantado_Aqui

_Bebel Gilberto_Baby

_Enya_Caribbean Blue

Corpo cansado. Só o corpo?

In Vida on agosto 26, 2008 at 9:51 am

Ontem, antes de meia noite, já estava em casa. Trabalho cedo. Não é motivo para eu voltar cedo, já que durmo pra lá da 1h da manhã. Próximo passo? Internet. Conversei com uma velha amiga que ta passeando pelos EUA. New York deve ser bem bacana. Conversamos sobre a questão do tempo passando…passando…e eu ainda sim ficando em BH. Tenho banda, que amo, mas tb tenho de pensar um cado em mim, e pq não tirar umas férias de tudo por 6 meses?! Viver outra vida, outras dificuldades, viver aprendizados, crescer, virar gente, ter mais paz, ou oportunidade dela. Sozinho.

Estou com uma estafa do Brasil. Fiquei 14 dias em Londres, Julho deste ano. Muito bom. foda. Descobri mais tarde que Londres não é muito a paisagem dos meus sonhos, já foi, outrora. Preciso de algo novo, não as velhas coisas de BH e nem a velha arquitetura londrina.

Japão? EUA? Australia? Preciso viver a fase jovem que não tive, viver a fase 18, 19, 20, 21, 22, 23 anos. Passei preocupado demais, planejando demais, sonhando demais. Hoje sinto falta de sentir o amadurecimento destas experiências que eu poderia ter vivido naquela época. Sozinho.

Sempre me preocupei demais com os outros, mais do que comigo. Mas está sendo interessante eu ser um egoísta hoje. Admitir não confiar em alguem, ou xingar uma outra pessoa por estar no limite com ela. Fazer com que o incomodo resulte em coisas boas para mim. Abrir a boca. Soltar o que está dentro.

Este ano eu resolvi dedicar para mim, aos poucos estou fazendo isso. Me livrando de problemas, e enfrentando outros. Construindo uma nova história melhor e mais forte. Decidindo me jogar em certas coisas ao invés de pensar antes de fazer isso. Me abrir um cado tb. Como diz em Hey Jude: “…Let it out to let it in, hey jude begin…”

To precisando disso…deixar pra trás…ser novo.

 “far away from the memories..of people who cares if I live or die” – Muse.

that´s all folks!

Updating

In Vida on agosto 20, 2008 at 1:07 pm

Primeiro post. Depois de muito tempo longe dos blog. Talvez longe do mundo. Talvez eu nem saiba mais o que é escrever. Talvez me surpreenda.

Quero deixar de pensar esse “talvez” e pagar para ver até onde vou. Até onde será meu update? Até então, estou adorando estar off line do orkut e nem lembrando de MSN/GTalk. Viver um pouco e não me isolar tanto atrás de meios de comunicação “eficazes” e baratos. Aliás, este não mais um? Como viver sem as ferramentas do mundo? Sem o You Tube? Há quem diga que a vida era cinza antes do You Tube.

Nesse presente virtual, tudo que eu quero é ouvir o barulho das xícaras, algumas vozes e idéias.

Ouvir as páginas, palpavéis, de um livro, se transformando em passado após agregar imaginação. Ou meus sons favoritos no earbud. Os videoclipes da vida que fazemos sem estar na frente da câmera.

Escrevendo isso aqui, num blog, é só mais uma irônia. Não faz muito sentido a minha procura. Ao meu desejo.

Mas deixa…

estou pagando para ver…