Interior FC

Archive for the ‘Pensamentos’ Category

Tô cansado.

In Música, Pensamentos, Pessoa, Vida on abril 22, 2009 at 8:32 am

To cansado.
De saco cheio de tudo.

ponto final.

…El Proyecto de la Cocina del Infierno..

In Música, Pensamentos, Pessoa, Vida on abril 14, 2009 at 12:06 pm

Como começar essa trajetória escrita, da THKP?! Malk e Buddha já escreveram sobre, enquanto eu “preso” nas minhas fantasias musicais da cozinha. 😛

Enfim, agora vou falar um cadim da minha visão sobre a Hells, desde o ínicio até agora. Dia 13 de Abril de 2009.

Acho que o começo se resume a vontade. É tb creditado a todo um universo que construímos anteriormente ao nosso produto final: música.

O primeiro contato musical-prático de nós três foi na Vowels, no tempo com os três já exercendo a função que nos segue até hoje: Voz, Baixo e Bateria. Junto com Fred na guitarra e Guy no violino. Fizemos 3 shows em 2005. E uma luta sem pausa para que não houvesse tantos covers e mais música própria. #Fail. Depois de mais de um ano de banda, só uma música própria e uns 12 covers. A consequência disso foi a separação da banda pois não estavam suprindo uma realização de cada um, ou com estilo dos covers ou com a vontade de criar. A minha primeira banda, tosca pagarai, era de música própria. Acostumei desde cedo a fazer e querer criar, aliás, trabalhar pq só tenho a técnica vocal até então no meu currículo. Mas sempre quis buscar uma identidade e não usar a dos outros.

Em Outubro de 2006(ano arregaçado de ruim), me vejo com buddha num desses bares espalhados pela savassi. A procura por algo para ocupar mais nosso tempo, uma distração, e veio quando o Buddha disse: “E se a gente fizesse uma banda, só eu, vc e o Malk?” E eu disse:” E a guitarra?” Ele não só afirmou, como decidido disse: “Sem guitarra! Só nós três.” E eu pensei: “Doido!”. Claro meio assim né?! O que será que vai dar?! Mas lembro que naquele momento uma das coisas que eu mais ouvia era Yeah Yeah Yeahs, já que iria no show no mesmo mês. Acreditei. Achei de verdade bacanudo, diferente, estranho e inusitado. Ligamos pro Malk de lá mesmo, ele topou meio:”É vamo v o que sai..”. A partir dali eu e buddha pensamos nos primeiros conceitos, desde fazer Eps por tema, como pegar um filme e fazer música inspirado nele à até estilos musicais diversificados. O nome The Hell’s Kitchen Project, tb veio deste encontro. A “Cozinha do inferno” surgiu devido ao baixo + bateria, mas não foi um nome que dei, lembro do Buddha tendo essa idéia. Aprovei. E tomei mais um gole de cerveja 🙂

Com isso, em uma semana, já tínhamos a arte de wallpapers, nome e logo. Primeiro ensaio? Na casa do Malk, como de costume, até hoje. Foi estranho. Diferente demais, sem referência alguma. Mas gravamos tudo, temos até hoje gravado o primeiro ensaio. Medonho. Depois de um tempinho fora dos estúdios devido a uma molecagem minha de fim de semana, na qual rompi os ligamos do tornozelo esquerdo, voltamos em dezembro para o segundo ensaio da Hell’s Kitchen. Para a nossa surpresa, descobrimos que tínhamos química.

Em 4 ensaios, pós-rompimento de ligamento, concluímos três músicas: NOVA(a primeira música feita), Ferris Wheel(segunda música feita, que na verdade se chamava NOVA, mas por termos resgatado letras feitas no tempo da Vowels, se chamou Ferris Wheel por conta que a letra casou certinho) e Nouvelle Vague(por muito tempo sendo a nossa menina dos olhos, a música que faria as mulheres pirarem. Para mim enxergo nela simplesmente um quarto com uma luz baixa, uma mastro e uma stripper, fazendo suas gracinhas no rítmo da música). Daí, veio o primeiro desafio: uma tal de Funka. Hoje, Unbalance. Foi mais de um mês para finalizar ela com letra.

Aí sim! Temos música 🙂 Quatro na verdade. Em 2007, arriscamos tocar a primeira vez em um churrasco onde o público gostava de Black Sabbath. Legal neh? Uma banda sem guitarra e nem sinal de Ozzy Osbourne. Seguindo os meses fizemos o primeiro show no Matriz, com 6 músicas. Vieram a Loft(que para nossa surpresa, as mulheres gostam muito! Ela é bem, “lounge”) e uma intro, chamada hoje de Nuñez(presente nosso para nosso amigo Diego, tb conhecido na praça como Raziel Nuñez. Guy daqui a pouco faremos uma intro com teu nome). O show foi bacana, uma experimentação pra nós pq não imaginávamos como seria fora do pequeno estúdio do nosso tb amigo Daniel Silveira, onde tb era testado nosso som, uma vez e outra.

Fomos aos poucos ganhando forma, não só no palco, mas tb fora, com a parte gráfica feita pelo Buddha. Aos poucos fui ouvindo algo que eu achava que não iria ouvir jamais, Malk e Buddha acreditavam na coisa, sem escorregar hora nenhuma nas palavras. O projeto foi ganhando mais foco, ficando muito mais definitivo para cada um de nós, mesmo com problemas externos. Não só tendo cara mas tb produto: música.

2007 foi para testar o projeto. A banda. Cada um. Serviu para descobrir até bandas irmãs, sons que poderiam ser influência, estilos que poderiam ser incorporados na cozinha. Com um repertório maior, desta vez além de Nova, Ferris, Loft, Nouvelle, Nuñez e Unbalance, entraram na turma Stopped e Shake Slow(completamente uma oposta da outra). Além da intro: Fasten Yr Seat Belts, já tocada a rodo nos shows antes de Ferris.

Acredito que a Hell’s da o seu improve no som de 5 em 5 músicas. Foi assim com Loft( 5ª música do repertório) e foi com a décima música: Threat Detected. Nome que dei a ela devido a um anti-virus que insistia em mostrar uma ameaça de virus no computador do prof. da pós-graduação. O ano de 2007 terminou com a gente fazendo shows não só na Matriz mas tb na Obra. Onde hoje tb chamamos de casa. Neste momento é engraçado lembrar do nosso medo de tocar la a primeira vez.

Ano seguinte, 2008, entrou e o objetivo era ser visto. Que a maioria das pessoas em Belo Horizonte, Brasil e mundo nos enxergassem.

Começamos com um show duplo em fevereiro. Obra e Matriz. O show da Obra foi importante para nos soltarmos ainda mais no palco. Lá era um lugar mais difícil.

Crescemos mais como pessoa, como banda. Trabalhamos ainda mais a questão do conceito, a unidade e capacidade de cada um, não só musicalmente falando.

Tocamos no nosso primeiro festival: BH Indie. Tivemos duas datas. Foi fabuloso para nós tocarmos. Eu particularmente sempre quis tocar em festivais, o Malk e Buddha sabem, antes do show a nossa micro-reunião em cima do palco para agradecer sempre de estarmos juntos, seguindo e matando mais um leão por dia, não deixo de mentir né “One Day as a Lion”(piada interna / música nova)?

Gravamos nosso Ep no Studio Nafta, aliás, tão sonhado EP, que falávamos no início de 2007. Com 7 Músicas: Nova, Ferris, Nouvelle, Unbalance, Loft, Threat Detected e a recente: Art Nouveau(te amo! :p).

Com o Ep, conseguimos divulgar nosso som com mais calma e força, tirando aquele som sujo da câmera digital e apresentando ao público um som mais limpo, sem perder nossa característica e ainda se surpreendendo como o caso de NOVA que antes não era tão percebida ou escutada e hoje faz seu estrago 😛

A divulgação foi maior, sem medo, com mais propostas, sempre ligado a internet e contatos pessoais. Eu levo sempre aos eventos undergrounds ou não de Belo Horizonte a Hell’s Kitchen, me apresentando e contando o que é a Hells, com orgulho e certeza. Não é só internet tem espalhado nossa cara, nossa identidade, nossas cores e sons. Sei também que Buddha e Malk fazem seu trabalho. Aliás, quanto tempo já fiquei mostrando minha banda pro mundo que passa aqui no meu trabalho?

Em 2008 além de Londres conhecer, foi a vez de uma carga ótima de shows seguidos no segundo semestre, que possibilitou uma visibilidade ainda maior. Vide shows no Cineclube Savassi, onde o ambiente é muito confortável com nosso som. Tendo seus momentos de explosão e intimidade.

Este ano, 2009, mal chegou e em janeiro estávamos na seletiva para o Grito Rock, fizemos um show muito legal no Matriz, quebrando todos os tabus nossos no palco. Me lembro de não ter medo de aprontar muito la em cima. Mas infelizmente ficamos de fora. Falei com o Buddha e Malk: “Olha vou fazer esse show pro Coletivo Fórceps”(Para mostrar e a Hells e tb impressionar, de alguma forma, fiz o mesmo com o Coletivo Pegada). Eu sei lá por que tenho essa coisa de definir o público alvo antes do show sendo uma pessoa ou não. Mas não quer dizer que não faço o show para o público presente. Claro que sim! Eu sinto que preciso me focar em alguém ou um grupo para me libertar mais no palco. Só isso.

O Grito Rock não veio, mas o Conexão Vivo bateu a nossa porta e com muita gentileza e alegria, deixamos o evento entrar. Fizemos a etapa de Governador Valadares em março deste ano. Um presente! 🙂 Divino! Para a nossa surpresa, depois de uma ação promocional com divulgação de bubbles pela cidade e dos votos para a Hells entrar no Conexão Vivo em Belo Horizonte, fomos selecionados, de novo por curadoria(em GV tb foi), para tocar na nossa casa, para um público novo ou não. Mas não foi atoa que as lagrimas caíram. Ficamos felizes demais. Estamos, na verdade. A expectativa é grande, assim como a vontade de nos apresentar mais e mais vezes em eventos do porte ou em casas de shows meio escondidas pelo Brasil e mundo.

Estamos no Conexão Vivo!!!! :))))))

Ufa! Último parágrafo.

Eu me peguei um dia, vendo um dvd de show do Coldplay e parecia que eu já havia decidido o que faria na minha vida, devido a pressão do mundo(leia Brasil) que insiste em dizer que a arte é um hobby. No entanto neste dvd começou uma música e nos estouros de luzes e notas músicas, soltei assim querer: “Ainda vou ser músico”. Eu estava em uma fase que nem banda tinha, mas sabia que poderia acontecer ainda. Então eu gostaria de dedicar este parágrafo a todos (também) “responsáveis” por a gente ter chegado, por enquanto, até aqui. Eu acredito que ainda virá muita coisa, cada um quer algo: eu almejei algo mais “light” o falecido Tim Festival, o Malk quer rodar o mundo e Buddha já quer Glastonbury. Vai acontecer? Calma, a gente vai ter que caminhar muito, correr, fazer música, arte e viver. Mas dedico a todos que estão conosco nesta jornada: amigos, irmãos e irmãs, mães e pais, bandas, namoradas, colegas de trampo ou de bar, as casas de show, produções e apoio a música independente, que hoje é o que chama atenção. Também dedico aos caras fodaaassoss que criaram lá nas antiga o baixo, a bateria e o microfone (Cs são duca)! Agradeço demais a todo o apoio que eu tenho, teve gente que já me viu chorar por conta de banda, e por falar em banda, te agradeço The Hell’s Kitchen Project por cada dia, desde o dia 10 de Outubro de 2006, por me fazer acreditar que posso ainda alcançar o que almejo e realizar meu sonho(aliás, nossos). Não deixo nunca de beijar seu nome em um dos cartazes que tenho no meu quarto, mostrando o que sinto, já que “o amor é grande e cabe no breve espaço de beijar..”

Com todo respeito a nosso conceito, a esse universo que criamos e ainda está em desenvolvimento para atingir positivamente o mundo,

Eskerrik Asko(muito obrigado em basco)

Semper Fidelis,

Jon

1, 2, 3, 4..

In Música, Pensamentos, Pessoa on março 30, 2009 at 11:36 am

Hoje deu uma vontade de escutar Jeff Buckley.

Sei lá porque. É a chuva? Não sei tb. Veio essa sensação. Coloquei o Jeff pra soltar a voz no meu player.

Acabei me analisando a cada passagem das minhas duas faixas favoritas:

Grace e Lilac Wine.

A Grace é mais jovem. Limpa. Esperançosa. Feliz(?).

Eu não presto muita atenção nas letras, apesar de ser vocalista e nos tempos livres componho letras :P.

Para mim é o conjunto da obra que define as sensações e emoções que vem até mim para me completar ou me destilar.

Grace vai contando a sua história através de seu tempo particular, deixando as coisas para trás e querendo encontrar o futuro.

A melodia de seu refrão é tb muito fiel a essa sintonia de cores em um dia muito vivo. E o final da música, explode em um desabafo vocal, dizendo que vc pode realizar o que desejar que o universo irá te respeitar…

E seu solfejo, mostra que é realizado para pessoas que escutam música de olhos fechados…

Sensações. Sensações simplesmente movidas pela música, sem eu ler letra ou saber uma nota se quer ali.

Mudando o lado do disco:

Lilac Wine.

Outra faixa, cantada no início, meio baixinha, como um ode a amada. Em segundos a música vai ganhando forma, questionando o que fazer para ter o amor perto. É aquela vontade de estar junto, mas sem exatamente saber como fazer isso acontecer.

Simplesmente, a sensação é de se agarrar em algo, mas são só suposições, para trazer momentos e os rostos colados, de novo. Nem que seja só para um adeus.

Ao final da faixa, aquele silêncio aos 3:34s (interpretado como um ciclo que termina), perde força para um último ode, confirmado pelo sentimento – vontade – interior de se entregar em um último momento a pessoa, ainda se sentindo preso pela pergunta “por que não(pode acontecer)?”

E a própria resposta, triste, se repete, uma, duas, três vezes…concretizando aos 4:00s…deixando sua voz trêmula e miúda. sem mais luta. sem mais força.

v a z i o . .

Mas tudo isso, são só…sensações…

Tic-Tac

In Pensamentos, Pessoa, Vida on fevereiro 26, 2009 at 2:58 pm

-Cansado?
– Um pouco.
– Muito?
– As vezes até demais. Depois de algum tempo lutando para quebrar algumas regras, feitas até por mim. Quando tento arriscar quebra-las, acaba que sou censurado. Me sinto ainda mais preso.

Ora decepcionado. Ora chateado. Ora com raiva.

O bom de não estar presente com a pessoa em uma situação dessa é que vc pode xingar a vontade, gritar, obrigar a dor ir embora, simplesmente andando por aí.  Nessas ruas tão sinuosas, acaba que se procura uma bifurcação ou alguma tangente, pra seguir um caminho mais fácil, sem bater no muro, claro. 

Algumas palavras são extremamente de deleite. De uma maneira única de um olhar muito expressivo e certo de que aquela é a pessoa. E de querer estar ao seu lado, infelizmente não podendo, mas tendo todo tempo do mundo pra ela.

Vide a música Home, do Foo Fighters:

“wish i were with you i couldn’t stay
every direction leads me away
pray for tomorrow, but for today
all i want, is to be home”

e dói.

Echoes, Silence, Patience and Grace.

É um termo que uso pra descrever os diferentes modos que enxergo minhas filhas.

 Uma pessoa que anda por aí com sotaque basco-vicking diz que são as etapas que ainda transpasso pra conseguir ficar com quem considero e respeito.

Entre essas roads e streets, fui me obrigando a dizer adeus. Deixar, de novo, ou talvez pela primeira vez, essa dor ir embora, ou até mesmo ela.  Acho que a decepção de “errar” te derruba. “Errar” que digo, é sob o olhar do outro, não do seu. Você “errou”, mas não para vc.
Quando é carinho que vc está dando não está “errando”, mas ele(carinho) se perde aos poucos pelos seus dedos enquanto vc respira fundo, não por que “errou” mas pq este amor foi rejeitado. 

Lembro que Carlos Drummond de Andrade escreveu em um poema que  “o amor cabe no breve espaço de beijar”.  Para mim é uma das frases mais genais que já li. Como o amor tb cabe em cada gesto, como dedos entreçados, olhares, ficar simplesmente quieto ao lado de seu eterno amor.

Sentir a música e compartilhar cada segundo, batida, melodia, voz com ela
Como assistir um filme, e comentar sorrindo de acordo com as semelhanças de ambos, ou até se enxergar no outro lado da tela…que é algo simples.

Eu, caí de novo.

Resolvi tirar de dentro de mim um pouco do mal disso tudo.

Lembro que eu disse:

Vai embora. Umas 40 vezes.

Com a voz miúda…mas também certo do que eu fazia.

Não sei se escutou…

…Promise not to say another word.
Nevermind whats done is done.
I always was a lucky one(?)…

Enquanto isso, o tic-tac de Still, vai deixando o tempo passar.

…ora para chegar, ora para partir…

Jon.

Trilha Sonora: Foo Fighters – Still

2009.

In Pensamentos, Pessoa, Vida on janeiro 25, 2009 at 11:02 am

O último post sobre uma reflexão geral sobre minha vida foi em 2008 e nem lembro. Na verdade estou com preguiça de procurar. Acho que foi sobre sonho.

Sonhos.

Digo então um Olá aos sonhos. Aqueles que tanto tenho com os olhos fechados e tanto tenho com os olhos abertos. Para aqueles que tenho envolto de gente e para aqueles que tenho ouvindo minhas músicas nada convencionais. Ou somente, nada exatamente novo, tipo de 2000 a 2006(?!). Por que poucas são aquelas que me fazem SENTIR, vindas desta nova safra de 2007 e 2008. Não chego a gostar daquelas músicas tipo Whisky ou Vinho. Aliás, gosto mesmo é de cerveja!

Acho que músicas que me fizeram refletir e concluir boas coisas, foram aquelas feita sem guitarra. Por mais que sejam, intimistas, são ótimas para dançar sob várias luzes em uma casa noturna.

Meu 2008, teve sim altos e baixos, como o de qualquer pessoa. Não namorei, mas tive um caso de duas horas e 10 minutos em um local fechado, isolado, porém cheio de gente com uma garota. No ano, foquei em mim, mas não desde o primeirmomento de 2008. Mais precisamente em abril comecei a focar. A entender o que é se cuidar. De certa forma, cuidei. Mas estou com uns quilos a mais, melhor dizendo, gorduras.

2008. Ano que tb não deixei de pensar ou correr atrás, mesmo que calado, do que meu coração quer. Progressos? Sim. Aberturas? Também. Novidades? Oh yeah!

Um ano que não posso muito reclamar:

. Fiz duas viagens: uma internacional e outra nacional.

. Vi dois shows internacionais: Muse e The Mars Volta.

. Vivi um cado longe daqui, o que é sempre melhor. Experiência.

. Ganhei mais confiança profissional e musicalmente falando 😛

. Tive um ano bacana com minha banda.

. Tinha o equilibrio certo entre banda e amigos.

2009

A muito tempo não me despertava uma vontade louca de planejamento. Após 2006, cortei essa palavra do meu vocabulário e do meu dia a dia. Me organizava mas sendo imediatista. Agora tenho planos a longo prazo. Não só com a banda, mas também comigo, com minha pessoa, com meu sentimento, pensamento, vontade.

Mudança é a palavra de ordem, não só comigo, digo espiritualmente, fisicamente, emocionalmente, mas também em ciclos sociais, ciclos de amizade, ciclos de amores. Uma vontade, já que passa da hora, de sair de casa. Uma vontade de dirigir por aí, e uma vontade de sentir melhor, comigo.  Preciso de um espaço que a dois, ou melhor três anos atrás eu me neguei a ter. Hoje já estou reivindicando, e procurando compreender essa ânsia de um reconhecimento com o próximo.

Dar espaços, identifica-los, já um dia fechados por mim, e tirar aquela cômoda que coloquei ali meio que sem querer, a mando do meu medo, leia-se:  sistema de defesa.

Preciso e busco novidades. Busco dentro de mim um lugar aonde possa semear essa novidade, já que não sinto a vontade com o que me cerca. As vezes penso, sou eu que estou errado? ou obsoleto(?). Ou são eles que já estão ultrapassados, velhos?

Sou eu que quero mais? ou sou eu que não posso concorrer com essas ferramentas digitais?

Ainda descubro. Mas já identifiquei que não é exatamente com quem ou que  pretendo seguir este ano. Ainda quero dar chances mil, tirando as cômodas dos lugares.

E deixar a velha vida, ir dando as chances que preciso, ou melhor oportunidades…onde meus sonhos já foram tanto realizados, mesmo que eu só perceba depois.

Seja Bem-Vindo, novo ano.

Agora, o que eu vou fazer com cada minuto de 2009?

.Trilhas deste post:

_Dave Matthews Band_Last Stop

_Sigur Rós_Glosoli

_Cordel do Fogo Encantado_Aqui

_Bebel Gilberto_Baby

_Enya_Caribbean Blue

Nem adiantou eu pedir pro apanhador de sonhos me tirar dessa..

In Música, Pensamentos, Pessoa, Vida on novembro 20, 2008 at 11:09 am

Something – The Beatles

Something in the way she moves,
Attracts me like no other lover.
Something in the way she woos me.
I don’t want to leave her now,
You know I believe in how.

Somewhere in her smile she knows,
That I don’t need no other lover.
Something in her style that shows me.
I don’t want to leave her now,
You know I believe in how.

You’re asking me will my love grow,
I don’t know, I don’t know.
Stick around, and it may show,
But I don’t know, I don’t know.

Something in the way she knows,
And all I have to do is think of her.
Something in the things she shows me.
I don’t want to leave her now.
You know I believe and how.

…Homens brancos não sabem enterrar..

In Pensamentos, Pessoa, Política, Vida on novembro 5, 2008 at 1:43 pm
Barack-a Wins!

Barack Obama.

Lembra do título do filme com Wesley Snipes e Woody Harrelson na década de 90 ?

“Homens brancos não sabem enterrar”.

Achei essa foto, do candidato a presidência dos Estados Unidos, aliás, presidente eleito, quando estava na High School, com a equipe de basquete.

Acho que essa foto define bem, o que é hoje. Ele está em evidência. Está no centro, e não fez como Michael Jackson que, após ficar branco, perdeu seus poderes, e sim, deixou de enterrar.

Hoje, é um dia importante, não só por mais uma vitória pelo racismo, ou por quê Obama parece ser um candidato mais bacana que McCain (a logo do McCain, nas campanhas, me lembrava muito a daquela batata frita semi-prontas, que vem congeladas em saco, e incrivelmente com o mesmo sobre nome de John), mas pela vitória de um povo, de uma nação, cultura, força. Hoje, me lembro quando voltava para casa, dentro do ônibus, e via, ou melhor, isso transbordava da nação black dentro do ônibus. Todos com sua cultura que define sua identidade, além de ser linda. Fascinante. Rica. Forte.

Gostaria de me sentir assim hoje. Me sinto um pouco, por toda a revolução provocada pela vitória de Obama, quero dizer, do povo. O bem que isso faz e poder gritar para o mundo, mandando o um cala-boca pra cada um desde o tempo em que bebedores eram dividos para brancos e negros, ou clubes de futebol rejeitavam negros, ou escravidão. E mais 8000000000000000000 coisas que nós brancos nem sabemos, ou não sofremos, está nesse grito, nesse choro, nessa realização, que um dia havia de chegar. Fico muito feliz de presenciar isso tudo, e ver orgulho no rosto de muitos que naum conheço, e de muitos que conheço 🙂

Esse momento não é só de vocês, mas é especialmente para vocês. É mais uma vitória, mais um passo, mais uma conquista em que o mundo está a seus pés.

Sonho construído por Martin Luther King, chegando a Barack Hussein Obama. Não imagino como tenha sido essa cronologia. Nem sei de perto quantos foram arranhados ou decepcionados. Muito menos derrotados e assassinados.

“A Mudança Chegou!” – Obama, 5 de Novembro de 2008.

Agora quero ver, sentir, viver, participar, agregar, ensinar, aprender……. com a evolução vinda desta revolução.

Como disse Will Smith, no papel de Chris Gardner, no filme Em busca da felicidade(The Pursuit of Happyness, 2006), em seus minutos finais:

” This little part..this..little part of my life, I call it, Happiness”

Francis…

In Música, Pensamentos, Pessoa on setembro 24, 2008 at 10:18 am

Opa.. a garota ae de cima te lembra alguém?

Pois eh, esta é a já crescida Francis Bean Cobain, filha do falecido Kurt Cobain e da “mais legal” das mães, Courtney Love.

Nesta foto, acho que ela está com 14 ou 15 anos.  Mas a guria, fez 16 anos no mês passado, dia 18. 

Sua festa foi temática e com muita maquiagem.

Ah! o tema, não poderia ser outro: Suicídio.

Segundo ela, está mandando pra vala seus anos de adolescência. Como se ela estivesse adulta já, né?!

 Sabe como é, la nos EUA os moleques ganham uma credibilidade a mais com 16 anos. Não só o direito de voto, como no Brasil.

Na imagem, Francis, está bem despojada e largada. A garota quer ser estilista de moda, e sempre apresenta vários looks diferentes. Achei esse mais parecido com o pai. Estilo grunge.

Finalizando, ela é sinistramente igual ao Kurt, na minha opinião é melhor, já que não parece demais com a mãe. 

Veremos o que ela apronta nos anos seguintes…

Valsa, ou um ragtime, quem sabe polca?

In Música, Pensamentos, Vida on setembro 18, 2008 at 5:21 pm

Pois é..minha monografia está andando aos poucos…meio dificil, meio fácil. Ainda estou no segundo capítulo e seguindo. Meu tema? Uma análise das categorias do filme/musical Across The Universe. Melhor dizendo, quero mostrar como a partir da música podemos criar um universo novo, onde existem personagens, figurinos, cenários e por aí vai.

Nessa minha leitura, tenho lido frases bacanas sobre trilha sonora no cinema e sonoplastia. Como as vezes me chamo de Sound Designer, coisa que nem sei realmente se sou, mas estou em formação e revelo que além da minha banda: The Hell´s Kitchen Project, pretendo ter reconhecimento mundial. Não só nacional e quem sabe seguir uma carreira. Ganhar oscars e grammys…:P

Confiram os comentários que tirei de textos que leio…

O primeiro trecho que gostei muito:

“Veja o filme em silêncio e então veja o filme novamente com olhos e ouvidos. A música dita o clima do que seus olhos vêem; ela guia sua emoções; ela é a moldura emocional para seus quadros visuais”

de David .W Griffith

e o segundo:

“O mocinho está em perigo, mãos e pés amarrados aos trilhos, enquanto o trem se aproxima  a grande velocidade. Ao fundo, soam os acordes de uma valsa dolente. Agora, o galã se ajoelha aos pés da amada para implorar, choroso, que ela o perdoe. A música que ilustra a cena é um agitado ragtime. Um policial corre aos gritos, de cassete em punho, atrás de um esfarrapado vagabundo, e nada se ouve. Por fim, estamos num velório ao som de uma polca”

de João Máximo (?)

Legal né? Nada a ver tb. Gostei da brincadeira, inversões de climas, como a música traça a emoção. Neste caso, a falta dela, e um estado cômico da coisa.  Velório ao som de polca? Hum…quem sabe nós não ousariamos tocar jazz só com cajon, pandeiro e banjo?!

😛

That Next Place…

In Pensamentos, Vida on setembro 18, 2008 at 3:44 pm

Thomas Newman – That Next Place     <- ainda preciso de um player

Se não existisse nada, eu nem teria reparado em ti como reparei nas manhãs, tardes e na hora de lhe dar boa noite aí no Rio, ou pelo telefone, em Belo Horizonte. Acabou que nem lhe falei que sua voz mudou, um pouquinho, mas continua segura e explosiva quando vc tenta falar rindo. E esse sorriso teu, é que expande meu coração, em paz e tranquilidade, já que somente pela voz que te vejo ultimamente, sendo uma das poucas vezes que tenho seu retorno em algo que faço.

Nesse vai e vem, as vezes nem sei se estou certo, apesar de ser tão vivo em mim. Passo dias pensando em como posso me parar, mas sim, penso, sinto e vivo isso, naturalmente como se tudo que chega até mim, de bom, fosse verdade. Faço de conta que as coisas que escuto de positivo são reais. Firmes e fortes. São coisas que irão acontecer. Como meus sonhos, tanto dormindo quanto acordado, me dessem pistas a respeito do nosso final. Mas me reintero da dúvida para me proteger, apesar da vida vir até mim e cantar Beatles repetindo o refrão da música Real Love. Outros refrões que repeti também em um dos shows mais lindos que fui, mesmo tendo um delay de 24hs, vc estava ao meu lado, a cada frase que eu cantei nas músicas que chorei ou agitei. Nessa ponte Rio-São Paulo, e mais três dias na sua vida foram de imensa e infinita paz e perfeição, além de segurança e vida.

Aos poucos lido com a esperança e força dentro de mim e com o conflito diário do racional brigando com o passional. Muitas vezes tenho de tirar minhas expectativas, e também esperanças, que voltam a cada manhã; essa que cada dia retorna, por mais que precise tirar ela  de mim, no decorrer do dia, obrigatoriamente. E com muito pesar. “Mas a vida segue em enfrente o que se há de fazer?” – Já dizia Toquinho e Chico Buarque na música O Caderno. E por falar em música, uma das horas mais gostosas é quando arrisco uma nota aqui e acolá no piano, neste instrumento que escolhi para tentar desenhar através de notas musicais a maneira que te exergo. Por mais que não tenha terminado a música pois acredito que ainda não terminamos, ou até melhor não começamos, ainda luto mesmo calado para que meus dedos encaixem nas notas certas da sua delicada suite musical. Não deixo de tocar nenhuma vez que vejo um piano ou teclado, meio para ficar mais perto de vc, sabe? A esperança e vontade de te surpreender é maior do que deixar vc ir.

No entanto vejo que vc por um lado já se foi, e nossa vida está cada um pro seu lado, sim posso estar errado, mas viver uma incerteza não é agradavel, mas tudo tem seu tempo. Preciso é acostumar comigo. Decifrar enigmas vindos em flashes e insights na minha mente. Sem perder as contas e situações do meu cotidiano. Sem inventar palavras e momentos.

Lidar com muitos comentários ou julgamentos. Chorar nas poucas vezes que te vejo, numa ida única no cinema em mais de 365 dias, com vc. Entender as vezes que tenho que deixar as coisas fluirem, para não errar mais como já lhe disse. Para todos esses meses e anos tão longuinquios( de agora), se tornarem sinônimos de felicidade e paz, sendo vividos através de momentos não por semanas e dias. Sem mistério algum. Costumo dizer que por mais que realizemos sonhos, ainda sim quero ter uma vida inteira a construir contigo, sendo contada por olhares, beijos de esquimó, e cafunés nesses cabelos seus que estão com uma roupagem nova.

Enfim acho que me tornaria alguém muito melhor, caso eu visse todo dia teus olhos que Deus fez para mim com minha cor favorita. Mas isso é uma história que não serei só eu a contar ou vc. Será a vida, que irá construir sobre nossos cuidados, nossas músicas, nossa paz, sorrisos, nossos sonhos(individuais e conjuntos).

Sei que hj, vc costuma dizer que não te conheço, bem, você está profundamente equivocada, no entanto.. ainda tenho um vida inteira pra te conhecer…